
— Sobre
Empreendedor da vida real — estrategista de bastidores e construtor de realidades possíveis.
42 anos. Santo Amaro → Salvador → Europa → China → Ucrânia → LATAM. 24+ anos construindo fora do interior, 20+ fora do país.
— A trajetória
Nascido em Santo Amaro, interior da Bahia. Aos 14 anos, saindo de lá para a capital baiana — sem muita expectativa ao redor do que iria enfrentar pela frente. A verdade é que nunca aceitei que nada acontecesse na minha vida no interior — então comecei a procurar, desde cedo, uma primeira ideia de como fazer algo acontecer sem nada: nem dinheiro, nem família por perto.
É preciso um ponto de partida honesto. Construção começa com a verdade: às vezes não é do jeito que você queria, mas precisa ser de algum jeito. Porque se você não estiver forte o suficiente, a vida te quebra — e não te deixa levantar. E sempre quis aprender tudo cedo, para colher experiências e quedas ainda com forças para levantar e trabalhar.
Aos 18 anos, assim que consegui meu primeiro passaporte, saí do país. Europa primeiro: Itália, Espanha, França. Trabalhando em idiomas que não eram meus, diferentes raciocínios e barreiras — onde as primeiras chaves começaram a ser ativadas. Não tem mais como voltar atrás, só frente. Com isso, comecei a montar uma identidade excêntrica que trouxe para minha metodologia profissional. Foram anos absorvendo cultura, levando marcas e adaptando comunicação comercial para o público brasileiro e, posteriormente, latino-americano.
Aos 24, China. Mais de 13 anos. Foi ali que a cabeça mudou — não por técnica, por exposição. Desenvolvendo habilidades e formas de pensar completamente adversas, ampliando horizontes, diferentes visões estratégicas. Quando você se obriga a conviver com outra lógica todos os dias, o seu jeito anterior revela os buracos. E você reconstrói do zero — moldando bases sólidas de gestão, organização e estudo. E sempre buscando os porquês, sem deixar buracos frágeis no conhecimento que possam te derrubar de surpresa.
Sempre mantendo minha mente de Brasil aberta, para moldar a visão daquilo na minha realidade diária. Contratos fechados no celular, fornecedores que nunca tinham visto um brasileiro antes. Cada praça ensinou a mesma coisa em idioma diferente: o jogo muda o sotaque, mas não a lógica que você aplica — moldando sua realidade com a mão na massa, total controle e autoridade. Construção é repetição com atenção, e caixa é consequência, nunca origem.
No caminho inteiro, surgiram dedos apontando dizendo que eu não ia conseguir. Que muita gente já tinha tentado. Que muita gente está fazendo igual — indo atrás de buscas e pesquisas de produto e mercado, sem acreditar em si próprio primeiro. Antes de buscar adequações, é preciso acreditar na sua criação, no seu projeto, na sua ideia. Daí surge a palavra originalidade. É preciso ser até teimoso, por falta de outra saída. Hoje, depois de 20+ anos entre fabricantes, importadoras, varejo, serviços e produtos digitais, o que aprendi cabe num nome só: A Agulha.
Quem chega aqui procurando vitrine talvez não entenda o projeto. Quem valoriza processo, trabalho e independência vai entender rápido. Porque a satisfação que importa não está em parecer bem-sucedido — está em construir a própria vida com o próprio dinheiro, sem co-dependência, seja ele muito ou pouco.
— O que aprendi no caminho
Com mais de 25 anos de experiência em mais de 10 países, participou da criação e gestão de mais de 25 negócios em setores diversos, incluindo a fundação de um Unicórnio Asiático.
Hoje lidera um ecossistema de parcerias, clientes e projetos com atuação global, baseado em reputação, confiança e consistência — não exposição.
Em todos os mercados por onde passei — Brasil, China, Ucrânia, Europa, LATAM — encontrei o mesmo padrão: os verdadeiros construtores raramente estão sob os holofotes.
Vi brasileiros anônimos de sucesso — pessoas que dominaram o tempo, o conhecimento e o controle a ponto de trabalharem duas horas por dia sem perder resultado. Não há mágica nisso: há método, comunicação integrada e o uso inteligente da tecnologia como ferramenta, não muleta.
Essa é a verdadeira liberdade: quando o profissional comanda as ferramentas — e não o contrário. Relatórios, dados e automações tornam-se aliados, não substitutos da mente humana.
A Agulha nasceu desse contraste: mostrar que o "dinheiro fácil" existe, mas só depois de anos de disciplina e construção real. Uma jornada simples, mas nunca fácil — porque exige o que o sistema cultural brasileiro mais desencoraja: pensar por conta própria.
Aqui, não há regras para a criatividade nem fórmulas universais de sucesso. Cada trajetória é uma projeção pessoal e profissional moldada por vivência, tentativas e tempo.
E tudo começa no mesmo ponto: furando a bolha.
— O que me formou
Construí margem antes de construir time. Priorizei caixa antes de cenário. Aprendi a gastar como quem sabe quanto custa refazer o dinheiro — porque eu sabia.
Passei períodos longos acreditando sozinho que havia sinal no que eu estava fazendo. Sem público, sem validação, sem métrica visível. Foi ali que entendi o que blinda: memória de processo, não aplauso.
Não tive mentor formal na hora que importava. Li, observei, errei, recalibrei. Descobri que, em certas fases, a única professora disposta a te ensinar se chama consequência.
Tive que matar projeto que amava quando a planilha dizia o contrário. Tive que mudar país quando o mercado fechou a porta. Tive que dizer não para clientes que pagavam bem, mas puxavam a empresa para o lado errado.
China me ensinou ritmo. Ucrânia me ensinou resistência. Europa me ensinou padrão. LATAM me ensinou improviso. O Brasil me ensinou tudo junto — e o preço de ignorar qualquer uma dessas camadas.
Algumas decisões corretas custam relação. Algumas leituras precisas são lidas como arrogância em ambientes que ainda não chegaram lá. Já precisei pedir desculpa por ter enxergado antes. E segui enxergando mesmo assim.
Clareza não veio de workshop. Veio de repetição, de erro caro, de noite mal dormida, de conversa difícil com sócio, de balanço que não fechava. Clareza é cicatriz organizada.
— O que faço, na prática
Negócios fundados e operados em Brasil, China, Ucrânia, Europa e LATAM. Do contrato ao caixa, no idioma local, com fornecedor local, com cliente local.
Estruturar cadeia comercial, aquisição, entrega e retenção até a máquina rodar sem depender do fundador. 0 → 1 feito de verdade, não em slide.
Crescimento saudável: unit economics antes de tráfego pago. Aquisição testada, CRM montado, automação que libera tempo em vez de gerar ruído.
Arquitetura de negócio: onde está o funil, onde está o risco, onde está a margem, onde está o gargalo. Diagnóstico primeiro, execução depois.
Número pequeno de operadores sérios. Não trabalho com quem quer sair correndo de uma situação. Trabalho com quem quer montar uma base que aguente década.
Novas inteligências não substituem sua ideia — nem o esqueleto que você rabiscou no papel ou na cabeça. Sem demasia: bem utilizada, a IA surge como acessório ao que você já construiu, torna tudo mais dinâmico e te devolve o ativo mais caro que existe — tempo.

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Cultural Fit, Marketing, Business Strategies, LGPD, Affiliates and Opportunities in Brazil
Ministrado por Alisson Pimenta para audiência europeia.
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— Por que a Agulha existe
Faltava mão na massa sem pagar. Era teoria o tempo inteiro — primeiro revistas, depois cursos, depois YouTube. Tudo prometendo ensinar. Nada te fazendo aprender de verdade.
Eu procurava algo que me fizesse questionar, não repetir. Que me permitisse me desafiar — não me fazer estar sempre certo e confortável porque paguei pela mágica de alguém.
Faltava um lugar que falasse com quem constrói sem romantizar e sem vender fórmula. Que reconhecesse o custo do caminho sem transformar sofrimento em produto. Que respeitasse operação mais do que discurso.
Não encontrei. Então construí. A Agulha nasce dessa falta — de um espaço que te ensina a pensar por conta própria, não a comprar conforto embalado de resultado.
A Agulha é a soma do que vivi em 20+ anos, destilada para quem quer atravessar a fase difícil com menos dano colateral. Não é vitrine. É oficina. Se você está procurando motivação, há lugares melhores. Se você está procurando base — estamos no mesmo endereço.
“Meu trabalho não é parecer bem-sucedido. É construir algo tão sólido que continue crescendo — mesmo quando ninguém estiver olhando.”
— Pimenta
A liberdade não é parecer livre. É não precisar provar nada.
Duas portas. Ambas verdadeiras. Nenhuma atalho.